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Think tank desenvolve mentoria gratuita para jovens atuarem politicamente para redução de homicídios em suas cidades

Estão abertas as inscrições para o Pacto Periférico Pela Vida. O pacto pretende reunir e formar jovens negros e/ou moradores das periferias das cidades mais violentas do Brasil para que eles possam atuar politicamente em seus territórios visando à redução da violência letal. Durante três meses, os jovens participarão de uma mentoria online gratuita onde irão trocar experiências sobre como a sociedade civil pode agir para desenvolver alternativas eficientes e sustentáveis de redução de homicídios junto ao poder público. Ao final, os jovens serão convidados para uma audiência pública na Câmara dos Deputados, onde irão relatar aos parlamentares um resumo da realidade vivida em suas cidades.

A mentoria do pacto tem o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e e é uma iniciativa do estudante Gabriel Eduardo, cotista pelo ProUni em um curso de Direito e morador da periferia de Luziânia, a 14ª cidade mais violenta do país. Em 2018, o jovem foi convidado a participar como delegado da Assembléia de Juventude da ONU em Nova York e do Fórum da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça, além de ter contribuído com a CPI do Assassinato de Jovens, promovida pelo Senado Federal em 2015 e com a CPI da Violência Contra Jovens Negros e Pobres, promovida pela Câmara dos Deputados também em 2015.

“Hoje, 123 municípios concentram metade dos homicídios que acontecem no país e nós temos vários estudos que apontam alternativas sobre como desenvolver alternativas de redução de homicídios de acordo com a realidade de cada território, ou seja, nós sabemos como e onde devemos atuar. O que falta é a vontade dos governantes para colocar tudo isso em prática, ao mesmo tempo, nós acreditamos que esse debate deve ser proposto “de fora pra dentro”, a juventude negra e periférica que é quem mais sofre com esse cenário genocida é quem deve ser a locomotiva deste processo, e para que isso aconteça, essa juventude deve estar conectada entre si para pensar em rede, trocar experiências sobre a realidade destas cidades e desenvolver ideias. Este é o maior objetivo do pacto: conectar jovens negros e periféricos para que eles sejam protagonistas deste debate junto as prefeituras, as câmaras municipais, assembleias legislativas e os governos estaduais e federal.” diz Gabriel.

A primeira turma será formada por jovens que morem em qualquer uma das periferias das 25 cidades mais violentas do país, são elas: Luziânia, em Goiás; Queimados e Japeri, no Rio de Janeiro; Eunápolis, Simões Filho, Porto Seguro, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Alagoinhas e Jequié, na Bahia; Almirante Tamandaré e Marabá, no Paraná;  Nossa Senhora do Socorro e Aracaju, em Sergipe; Belém, Altamira, Ananindeua, Marituba e Castanhal, no Pará; Viamão, no Rio Grande do Sul; Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco; São José de Ribamar, no Maranhão e Maracanaú, no Ceará.

O edital e o link de inscrição pode ser acessado nas redes sociais do Pacto Periférico:

https://www.instagram.com/pactoperiferico

 

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