Política e Ativismo

Comentário: 80 Tiros! – As realidades de ser negro em um país militarizado.

Neste domingo, 7 de abril, o músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos foi morto a tiros pelo Comando Militar do Leste, em Guadalupe, no Rio de Janeiro, enquanto dirigia com sua família no carro.

Embora alguns dias antes um menino de 17 anos de idade andando em uma moto com seu amigo, também foi morto a tiros na mesma área pelos militares, mas a morte do adolescente não fez muita onda nas notícias. . Ambas as vítimas eram homens negros.

De todas as indicações e comparações possíveis no mundo de hoje, com base no progresso feito por negros em outros países como a Inglaterra ou os EUA, os afro-brasileiros parecem ser os negros mais oprimidos da diáspora por seu próprio governo.

Mas estranhamente auto-ódio, crises de identidade racial, corismo, negação e outras questões complexas não verão as comunidades afro-brasileiras crescerem ideologicamente fortes. Com uma quantidade ridiculamente alta de brasileiros negros com o raciocínio de que o branqueamento de sua raça é o caminho para escapar de seus atuais problemas sociais; os afro-brasileiros continuarão a desaparecer e a oprimir.

Os brasileiros negros que escolhem o branqueamento racial em vez de lutar por seus direitos justos como cidadãos brasileiros, têm que esperar por três gerações de casar com parceiros brancos na tentativa de apagar sua herança negra. Esse popular conceito brasileiro é tão ridículo quando explicado a qualquer negro de outros lugares – afro-americanos, negros britânicos ou até mesmo africanos nativos.

Entendemos as dificuldades da luta de ser negro em um país altamente racista como o Brasil e seus desafios. Mas parece tão extremo. No Brasil, por exemplo, há quase zero executivos negros. O mercado de trabalho é onde o racismo é mais evidente no Brasil. Os negros nunca são promovidos ou empregados nessas posições de topo. E quando não há poder econômico para um grupo de pessoas, elas estão fadadas a viver miseravelmente.

A diversidade corporativa é tão nova para as empresas brasileiras. Mesmo como expatriados, uma empresa brasileira prefere recusar ter um CEO negro. E as multinacionais no Brasil não são diferentes. Eles aprendem rapidamente a adotar o racismo corporativo brasileiro institucionalizado. Grandes multinacionais que geralmente têm bom desempenho em outros países quando se trata de diversidade corporativa lançam tudo isso fora da janela quando abrem filiais no Brasil.

A visão institucionalizada de uma pessoa negra no Brasil para fins de emprego costuma ser trabalhos servis como faxineiros, guardas de segurança, pedreiros e outros trabalhos de mão-de-obra não especializada. Do outro lado, a projeção e o estereótipo da mídia para os afro-brasileiros, como sempre, são traficantes de drogas e ladrões. Essas visões estereotipadas dos negros no Brasil contribuem muito para o modo como a população em geral valoriza os negros.

A falta de solidariedade e cooperação de dentro das próprias comunidades afro-brasileiras é um grande problema que destrói qualquer progresso que possa ser feito internamente. De acordo com relatórios recentes da Folha de São Paulo – 64% dos negros deram um voto de confiança a Jair Bolsonaro, em comparação com apenas 8% dos afro-americanos negros que apoiaram Donald Trump. 88% dos afro-americanos votaram em Hillary Clinton. Isso nos diz claramente como a maioria dos afro-brasileiros se envolve politicamente.

Então, todos os sentimentos à parte, – os dados da pesquisa mostram fortemente os verdadeiros desejos dos afro-brasileiros? Devemos dizer que 64% provavelmente nem se identificam como negros? E estão em negação? Qual pessoa negra em suas mentes certas vota por um regime abertamente racista?

Embora os militares tenham sido presos e enfrentem o tribunal militar. Que tipo de justiça esperamos para a família do homem morto? Quais são as garantias de que essas situações de tipo não serão repetidas?

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